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Presidenciais 2011
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Maria de Portugal
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MensagemColocado a: Dom Mai 30, 2010 10:28 pm    Assunto: O cavalo de Tróia Responder com citação

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O cavalo de Tróia

por PEDRO MARQUES LOPES
Hoje



1. Manuel Alegre, nas suas já tradicionais viragens de cento e oitenta graus, resolveu exprimir apoio entusiástico às políticas do Governo - aguarda-se actualização em face dos novos desenvolvimentos - na sua já longínqua apresentação de candidatura. Confiou na costumeira falta de memória do povo português e fez de conta que o discurso de há meia dúzia de semanas em Bragança nunca teria existido. Escusado será também lembrar que foi o mesmo Alegre que durante grande parte do primeiro mandato socialista liderou a oposição à governação Sócrates.

Nada a que não estejamos todos habituados. É mais fácil descobrir uma agulha num palheiro que discernir alguma coerência no discurso político de Manuel Alegre.

Poder-se-ia pensar que os primeiros apoiantes da candidatura de Alegre e compagnons de route dos últimos tempos, os bloquistas, estariam incomodados com esta inflexão discursiva. Nada mais errado.

Quanto maior for a confusão semeada no Partido Socialista pelas inevitáveis mudanças de opinião de Alegre sobre tudo e mais alguma coisa, mais o Bloco de Esquerda rejubilará.

Não perceber isto é não entender qual é, de facto, a estratégia do BE.

A candidatura de Manuel Alegre, por si mesma, nada diz aos bloquistas. A sua vitória ou derrota é irrelevante. O grande objectivo é criar cisões no Partido Socialista. E, claro, neste momento ninguém melhor que Alegre para provocar divisões, contestações, trazer à superfície ódios antigos - esta semana foi exemplar. Nada como uma campanha em que grande parte dos socialistas está descontente com o candidato apoiado para causar problemas.

O episódio Alegre é, apenas, um passo na caminhada de quem julga que a História tem um sentido e que está convencido de que o conhece.

O crescimento do BE depende inteiramente da capacidade de desmembramento dos socialistas. O sonho de haver um grande partido de esquerda, antieconomia de mercado, anticapitalista, só se realizará contra o PS e jamais com os socialistas.

O grande adversário do BE não é a direita, é o PS.

Não há dirigente com alguma relevância no BE que realmente considere o PS uma organização de esquerda ou que ponha sequer a hipótese de dialogar ou concertar políticas com os socialistas. E convém não cair na armadilha de que isto tem alguma coisa a ver com Sócrates. Fosse qual fosse o líder, a estratégia seria a mesma. Uma aliança com os socialistas, ou sequer uma plataforma de entendimento em questões de regime, seria o fim do BE. Estando ou não os socialistas no poder.

Qualquer cidadão medianamente informado sabe que o PS está infinitamente mais próximo, em termos ideológicos e políticos, do CDS do que do BE. Só dois ou três ingénuos - de certeza considerados pela nomenclatura bloquista como idiotas úteis - é que acreditam que seja possível qualquer tipo de diálogo entre o PS e o BE nas questões fundamentais.

Os socialistas portugueses - e os seus camarada da Internacional Socialista, já agora - são europeístas, atlantistas, capitalistas.

O PS foi negligente no processo político de escolha de um candidato com reais hipóteses de ganhar a presidência e deixou-se arrastar para um jogo em que sairá sempre derrotado e o BE vencedor.

Será o BE que aparecerá sólido no apoio ao candidato; será o BE que mostra humildade democrática apoiando um socialista; será o BE que falsamente demonstrará abertura ao diálogo à esquerda.

O PS mostrará divisões internas que terão consequências profundas até mesmo nas próximas legislativas. E mesmo que Alegre ganhe - hipótese remota - essa vitória será interpretada não como do partido mas sim duma facção deste. A tal que o BE sonha apanhar.

O problema não é o que o PS vai fazer com Alegre, a questão é o que Alegre vai fazer ao PS.

Ingénua ou propositadamente, Manuel Alegre é o cavalo de Tróia do Bloco de Esquerda.

2. A reacção da direita salazarenta à promulgação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo - procura de um candidato, artigos inflamados - é a melhor notícia que Cavaco Silva recebeu nos últimos tempos. Há apoios que é preferível não ter.

No que diz respeito às declarações do cardeal-patriarca, o Presidente sabe bem que não tem de se preocupar: no momento certo terá o inequívoco apoio da Igreja Católica.

In DN

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MensagemColocado a: Ter Jun 01, 2010 4:24 pm    Assunto: "Sócrates cometeu erro grave, que poderá ser-lhe fatal& Responder com citação

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"Sócrates cometeu erro grave, que poderá ser-lhe fatal"

Hoje



O antigo presidente da República, em artigo de opinião no DN, ataca a opção do PS de apoiar Manuel Alegre nas presidenciais de 2011. Mário Soares diz: "Como socialista, e pensando como sempre e só pela minha cabeça, entendo ter a obrigação de dizer o que penso." Mas Soares não está sozinho na crítica à solução.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1583340

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MensagemColocado a: Qui Jun 03, 2010 10:48 am    Assunto: Alegre acusa Cavaco de querer derrubar Sócrates Responder com citação

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Alegre acusa Cavaco de querer derrubar Sócrates

por JOÃO PEDRO HENRIQUES
Hoje



Manuel Alegre afirma que a uma recandidatura de Cavaco está subjacente a "tentação" de derrubar o actual Governo.

"Não estou aqui para derrubar Governos." Da parte de Cavaco Silva é que existirá, depois de eventualmente reeleito, "a tentação de dissolver a Assembleia da República". "Sou um factor de estabilidade." Palavras, ontem à noite, do candidato presidencial Manuel Alegre, em entrevista a Judite Sousa na RTP1. A primeira entrevista depois de o PS lhe ter decretado apoio oficial.

Alegre aproveitou a ocasião para, mais uma vez, discordar do conceito cavaquista de "cooperação estratégica". Garantiu que não irá "interferir" na acção do Governo, mas acusou Cavaco disso mesmo. E portanto, no seu entender, o actual Presidente da República (PR) "é co-responsável por esta situação do País". "Sendo economista, criou a ilusão que poderia ajudar a criar um país mais próspero."

Manuel Alegre desafiou Cavaco a assumir-se já como recandidato a um segundo mandato. "Mais vale dizer que é. Seria útil que não houvesse mais tabus."

A economia deu-lhe pretexto para explicar mais uma diferença face ao PR: é a favor do investimento público e "ele [Cavaco] pronunciou-se contra". "O investimento público é essencial. É um estímulo fundamental para a economia", disse, referindo-se especificamente à reconstrução do parque escolar, ao crescimento da rede hospitalar, em mais barragens e ao TGV.

"Tenho uma visão que não é neoliberal", acrescentou, expressando as suas reservas face ao aumento de impostos ("preferia que não se tivesse chegado aqui") e prometendo que fará tudo para que o diálogo parlamentar se "estenda" para lá do PS e do PSD, a todos os outros partidos parlamentares "e sobretudo aos parceiros sociais". Quer também pôr o País a discutir a UE, numa perspectiva de recuperação da soberania.

Alegre assumiu o apoio do PS como importante porque "é muito difícil a esquerda ganhar sem o apoio do PS". Elogiou Sócrates pela "racionalidade e inteligência" que demonstrou e porque "não é de meias tintas, ou é a favor ou é contra". Espera agora dos socialistas "um apoio empenhado". Evitou mostrar-se preocupado por entre os seus partidos apoiantes estarem dois importantes rivais, o PS e o Bloco de Esquerda: "Uma coisa é o debate parlamentar, outra é a eleição presidencial. Não sou eu que tenho de gerir isso."

Sobre futuras e eventuais aparições de José Sócrates e Francisco Louçã na sua campanha mostrou--se prudente: "Vamos ver como decorrerá."

Quanto às críticas de Mário Soares, "chutou" para canto: "É a opinião dele. É livre. Foi por isso que lutamos. Tenho muita pena, mas não posso fazer nada", disse, recordando que se reviu nos dois mandatos do fundador do PS como PR mas não já na sua recandidatura de 2006.

Desvalorizou também as divisões internas no PS face à sua candidatura: "Sempre houve problemas, divisões." Com o PCP, que já anunciou que terá candidato próprio, mostrou-se, mais uma vez, apaziguador: "Sempre fez isso. Mas nunca foi por causa do PCP que a esquerda perdeu uma eleição presidencial."

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MensagemColocado a: Qui Jun 03, 2010 10:57 am    Assunto: Responder com citação

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Quem te viu e quem te vê!

A sede de poder é danada. Até atira com utopias pela janela!!!


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MensagemColocado a: Seg Jun 07, 2010 2:31 pm    Assunto: Marcelo: candidatura à direita seria "suicida" Responder com citação

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Marcelo: candidatura à direita seria "suicida"

por RUI PEDRO ANTUNES
Hoje



Ex-líder do PSD diz que aparecimento de candidatura de alternativa a Cavaco Silva é "indesejável" pois daria a vitória a Alegre.

O ex-líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa disse ontem, em declarações à agência Lusa, que o surgimento de um novo candidato presidencial à direita é "impossível e indesejável".

Um dos motivos pelos quais o comentador considera "impossível" o aparecimento de uma candidatura a Belém é o facto de não ver "nenhuma personalidade nem nenhum sector que possam avançar com uma alternativa forte, significativa e de peso". Por outro lado, esta seria "indesejável" porque seria "suicida da parte da direita, tendo um candidato potencialmente vencedor, ir entregar a vitória à esquerda".

Ainda que respeite o candidato que o PCP apresentará, Marcelo Rebelo de Sousa reduz a corrida a dois nomes: Manuel Alegre e Cavaco Silva. "Só há dois candidatos fortes", disse o comentador, acrescentando que "Fernando Nobre não disse nada sobre o País que impressionasse os portugueses".

Santana responde a críticas

Santana Lopes continua a querer marcar posição no que diz respeito a presidenciais. Após responder de forma agressiva a Marques Mendes e António Capucho por o terem criticado nesta matéria, ontem foi a vez do programa Eixo do Mal, da SIC Notícias. Santana ficou indignado com um dos comentadores que disse que só agora descobriu a questão do casamento entre homossexuais.

Sobre presidenciais, Santana escreveu ainda no seu blogue que Cavaco e Alegre são "muito, muito diferentes", mas "parecem comungar de uma leitura excessivamente estática da Constituição".

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MensagemColocado a: Qua Jun 09, 2010 4:53 pm    Assunto: Alegre já tem mandatários Responder com citação

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Alegre já tem mandatários

por JPH
Hoje



Maria de Belém, Daniel Sampaio e Jacinto Lucas Pires são os primeiros mandatários de Manuel Alegre na corrida a Belém.

A deputada socialista, desde sempre apoiante de Alegre, será a mandatária nacional, ao passo que Daniel Sampaio, irmão do ex-Presidente Jorge Sampaio, será o cabeça de cartaz por Lisboa.
Quanto ao escritor Jacinto Lucas Pires, filho do ex-líder do CDS Francisco Lucas Pires, vai ser o mandatário para a Juventude.

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MensagemColocado a: Qui Jun 17, 2010 10:01 pm    Assunto: Lima apela ao bom senso para evitar várias candidaturas Responder com citação

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Lima apela ao bom senso para evitar várias candidaturas

Hoje



O dirigente do CDS-PP António Pires de Lima apelou hoje ao "bom senso" da direita para que se concentre na reeleição de Cavaco Silva, considerando que seria um "erro político" a dispersão de candidaturas presidenciais não socialistas.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente do Conselho Nacional do CDS-PP manifestou preocupação com "a tendência de pressão" para uma candidatura presidencial alternativa a Cavaco Silva.

António Pires de Lima defendeu que uma candidatura alternativa seria "um erro político potencialmente muito grave" e poderia resultar na eleição de um "esquerdista conservador e retrógrado", como classificou o candidato apoiado pelo PS e pelo BE, Manuel Alegre.

"Daí o meu apelo para que todo o espaço não socialista meça bem as implicações de uma candidatura alternativa e concentre a sua energia nos próximos meses em procurar reeleger o atual Presidente. Esse deve ser o ponto de focagem absoluto da direita nos próximos meses", disse.

Hoje o Público noticia que um movimento de cem mulheres católicas vai escrever ao ex-ministro Bagão Félix para que se candidate à Presidência da República, afirmando-se "desiludidas" com Cavaco Silva depois da promulgação da lei dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

"Compreendendo eu a deceção das pessoas, um protesto é manifestamente pouco para funcionar como ideologia mobilizadora de uma candidatura a Presidente da República", disse Pires de Lima, acrescentando esperar que o CDS não esteja "por trás" desses movimentos.

"Ficaria preocupado se o meu partido estivesse por trás dessas pressões potenciando uma candidatura que por aquilo que posso perceber da leitura dos jornais é uma candidatura do ponto de vista ideológico algo vazia porque está assente num protesto", reforçou.

O presidente do Conselho Nacional do CDS-PP disse registar "o bom senso do dr. Bagão Félix", que já recusou os apelos a uma candidatura.

"Espero que o CDS, nos órgãos próprios, discuta esta matéria e que prevaleça o essencial, a focagem na previsível eleição do atual presidente e o não dar espaço a divergências", afirmou.

"É natural que muitas pessoas do CDS não se revejam em algumas atitudes e posições do Cavaco Silva e isso também acontece comigo em alguns casos mas não deixo de considerar que numa altura destas é fundamental definir prioridades", disse.

Quanto à convocação de um Conselho Nacional para discutir as eleições presidenciais, Pires de Lima considerou que só faz sentido "depois de estar claro o quadro de candidaturas".

"Não é urgente a marcação de qualquer Conselho Nacional. O que eu esperaria é que no próprio espaço do CDS se pudesse ver com clareza aquilo que é essencial", disse

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MensagemColocado a: Sex Jun 18, 2010 8:32 pm    Assunto: Manuel Alegre prestes a ir para a estrada em campanha Responder com citação

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Manuel Alegre prestes a ir para a estrada em campanha

Hoje



A partir do final deste mês, o histórico socialista terá iniciativas todas as semanas. Lista de mandatários na próxima semana.

A candidatura presidencial de Manuel Alegre partirá dia 25 para a estrada. Um jantar em Setúbal - terra do mais soarista dos dirigentes do PS, Vítor Ramalho - dará o tiro de partida. Daí em diante, terá iniciativas todas as semanas. Só estará parado três semanas, de férias, da última semana de Julho ao final da primeira quinzena de Agosto.

Na semana que vem, o histórico socialista apresentará os seus mandatários distritais.

A candidatura de Alegre - e todo o PS - foi ontem surpreendida com a notícia de que o deputado socialista Defensor Moura, ex-presidente da Câmara de Viana do Castelo, "pondera" também ele candidatar-se a Belém.

A resposta - tanto do PS como de Alegre - foi o silêncio. O DN interpelou a mandatária nacional do histórico socialista, Maria de Belém. "Não estou a par. Não me merece nenhum comentário nem o deveria fazer. Cheguei agora [de Paris], estou fora das notícias", respondeu.

Falando ao DN, Defensor Moura confirmou estar a ponderar a candidatura porque "o centro-esquerda ainda não tem um candidato" e essa é, no seu entender, a única maneira de vencer Cavaco Silva. "Manuel Alegre não cobre o centro-esquerda", afirmou.

Na reunião do grupo parlamentar do PS, onde Sócrates ouviu os deputados sobre as eleições presidenciais, em 26 de Maio passado, Defensor Moura foi um dos sete deputados que se manifestou contra o apoio do partido a Alegre (que viria a confirmar-se depois, numa reunião da comissão nacional, por proposta de Sócrates).

O ex-autarca afirmou ainda que tem recebido "pressões" para avançar tanto de dentro da bancada do PS "como sobretudo de fora". "Dentro de dias" anunciará uma decisão final. Para já, não revela se falou ou não com José Sócrates. "Não digo com quem falei." J.P.H.

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MensagemColocado a: Dom Jun 20, 2010 2:52 pm    Assunto: Freitas "desimpedido" já pode apoiar Cavaco Silva Responder com citação

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Freitas "desimpedido" já pode apoiar Cavaco Silva

por ROBERTO DORES, S
Hoje



O fundador do CDS vai apoiar o PR e explica porque não o fez nas outras duas candidaturas. Soares mantém o seu tabu

Não é de agora que Diogo Freitas do Amaral apoia Cavaco Silva para Presidente da República, mas só desta vez é que o professor tem condições de expressar publicamente a sua preferência.

Pelo menos, foi esta a explicação dada ontem por Freitas do Amaral, ao recordar que na primeira candidatura de Cavaco, há 15 anos, ocupava o cargo de presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, enquanto nas últimas presidenciais era ministro num Governo do PS, que apoiava Mário Soares.

"Das outras vezes eu estava impedido", garantiu, alertando que nem o presidente da Assembleia Geral da ONU podia intervir na política interna de um país membro nem o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo socialista podia apoiar um candidato diferente daquele que era apoiado pelo PS. "Por isso não apoiei nenhum", justificou.

Agora "desimpedido", por estar retirado da vida política, Freitas não hesitou um segundo em manifestar publicamente o seu apoio incondicional, revelando que o fez sem falar com Cavaco Silva. "Não falei, nem vou falar com ele sobre isso. Tenho plena liberdade de opção. Quero e devo apoiá-lo e tenho o direito de o dizer", referiu, dizendo ser normal que Cavaco atrase o anúncio da sua recandidatura: "Quem quer ser presidente e ainda não o é, tem vantagem em anunciar a candidatura o mais cedo possível, para ter mais tempo de pré-campanha. Quem é Presidente e quer ser reeleito tem vantagem em ser o último a anunciar e o mais tarde possível."

Freitas deixou um recado à direita, considerando "inconveniente" a apresentação de mais candidaturas, justificando que vão criar "divisões" e abrir portas a uma eventual segundo volta, o que seria mais complicado para Cavaco Silva, porque iria enfrentar um candidato apoiado por toda a esquerda.

Freitas do Amaral falava, à entrada da Universidade de Verão do PS de Setúbal, onde participou num debate ao lado de Mário Soares e Ângelo Correia, sobre a crise do País, tendo defendido que "nem a culpa é só do Governo", como diz a oposição, "nem só do exterior", como diz o Governo. "Começou lá fora, mas 2009 foi um de três actos eleitorais e isso gera despesismo, porque é preciso mostrar obra", disse, justificando assim que o défice tenha disparado dos 2,8 para os 9,4%, tendo elogiado o "sentido do Estado" da nova direcção do PSD" ao votar as medidas de austeridade "sem fazer disso um negócio".

Também Mário Soares elogiou Pedro Passos Coelho. Começou por defender José Sócrates das "várias injúrias", referindo Manuel Ferreira Leite: "Cada vez que o injuriava descia nas sondagens. O Passos Coelho, que tem aguentado os cavalos porque sabe que esta não é a melhor altura de se ir para o Governo (risos), disse que estava ali para ajudar a salvar o País e teve logo bons resultados."

Soares também foi questionado sobre as presidenciais, continuando a recusar dizer quem apoiará. "Estou a seguir isso com atenção, mas naturalmente que estou mais interessado agora no problema da crise e em dar contributos para resolver a crise do que em discutir assuntos que vêm daqui a meses."

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MensagemColocado a: Dom Jun 27, 2010 9:37 pm    Assunto: Situação de Portugal é como uma "hérnia estrangulada&qu Responder com citação

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Situação de Portugal é como uma "hérnia estrangulada"

por Lusa
Hoje



O candidato presidencial Fernando Nobre comparou hoje a situação de Portugal a "uma hérnia estrangulada", que precisa de ser operada antes que surja "a terrível peritonite e a irremediável morte".

"Portugal precisa de trabalho e de acção, só com retórica não vamos lá", referiu, em Arcos de Valdevez, Fernando Nobre, numa conferência integrada numa homenagem a Mário Soares.

Para o também presidente da Assistência Médica Internacional, o país "está na iminência de uma gravíssima crise" e, por isso, precisa de "um plano de emergência", que passe, desde logo, pelo "encerramento imediato de centenas ou até milhares de institutos e fundações públicos inúteis, salvo para os seus gestores".

O fim de "certas" parcerias público privadas, a definição de medidas "moralizadoras nos salários, mordomias e reformas dos servidores de topo do Estado" e a racionalização dos meios utilizados na Função Pública são outras medidas que Nobre preconiza para o plano de emergência".

Defende ainda o congelamento de "todos os megaprojectos", apostando os investimentos públicos para o apoio às pequenas e médias empresas, e a discriminação positiva do IVA e IRS.

"Já não há volta a dar, chegou a hora de encarar a realidade. É tempo de marcharmos todos contra os canhões que nos atingem: o fatalismo, o Chico espertismo, a paralisante e sufocante partidarite aguda, a corrupção, a irresponsabilidade, a incompetência e o laxismo", alertou.

Nobre lembrou que Portugal "já viveu outros momentos semelhantes ou até piores" do que o actual, mas sempre teve "arte e engenho" para os ultrapassar.

"Este dado histórico acalentador deve obstar ao pessimismo e ao fatalismo lusitano do momento", disse ainda.

Em relação a Mário Soares, Fernando Nobre classificou-o como "um grande português de ontem, de hoje e de amanhã" e um estadista "corajoso e indomável".

"A biografia de Mário Soares já pertence ao património nacional", afirmou.

Nobre disse ainda que guardará "sempre com muito orgulho" o facto de ter pertencido à comissão de honra e à comissão política da última candidatura presidencial de Mário Soares.

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MensagemColocado a: Seg Jul 19, 2010 3:04 pm    Assunto: Marcelo: Passos pode "liquidar" campanha de Cavaco Responder com citação

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Marcelo: Passos pode "liquidar" campanha de Cavaco

por DN.pt
Hoje



Marcelo Rebelo de Sousa considerou esta noite, no seu comentário semanal na TVI, que o líder do PSD, Pedro Passos Coelho pode, ao inviabilizar a aprovação do Orçamento de Estado para 2011, "liquidar a campanha de Cavaco Silva" para as eleições Presidenciais.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, Passos Coelho tem de escolher "quando é que lhe dá jeito ter eleições". Para acelerar o processo pode "provocar a crise, não viabilizando o Orçamento" de 2011, que acontece no final deste ano.

Na opinião do analista, se o líder do PSD decidir chumbar o próximo Orçamento de Estado e o CDS o acompanhar, tal obriga o Presidente da República a dissolver o Parlamento e a convocar eleições antecipadas, o que pode comprometer a campanha de Cavaco Silva às presidenciais.

Marcelo Rebelo de Sousa acredita que, caso o Orçamento seja chumbado, a campanha eleitoral de Cavaco Silva - que ainda não anunciou a sua candidatura a um segundo mandato presidencial - será vista como "um frete à direita para meter a direita lá [no Governo, através de eleições antecipadas após a dissolução do Parlamento] logo que seja eleito".

"A esquerda toda vai dizer [que] o PSD e o CDS chumbaram o Orçamento para o Presidente chegar a pôr lá um governo de centro-direita", declarou Marcelo.

O comentador considera ainda que "a pior coisa para um Presidente é passar a campanha eleitoral toda a mentir", quer fuja à questão, quer admita ou não admita dissolver a Assembleia da República.

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MensagemColocado a: Ter Jul 20, 2010 8:24 pm    Assunto: Alegre: Cavaco "não pode deixar de emitir uma opinião&q Responder com citação

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Alegre: Cavaco "não pode deixar de emitir uma opinião"

por Lusa
Hoje



O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje que o Presidente da República, Cavaco Silva, terá de se pronunciar sobre a proposta de revisão constitucional do PSD, que representa "uma revisão e subversão da democracia" em Portugal.

"O Presidente da República não pode deixar de emitir uma opinião sobre uma proposta [do PSD] que, mais do que uma revisão constitucional, é uma revisão e subversão da democracia", declarou Manuel Alegre à agência Lusa.

Quarta feira, em Conselho Nacional, o PSD irá aprovar sua proposta de revisão constitucional, cujo teor leva Manuel Alegre a considerar que o país está perante "uma regressão civilizacional".

"É imperioso que o Presidente da República se pronuncie sobre uma proposta que prevê o reforço dos poderes presidenciais e que põem em causa o conteúdo social da nossa democracia", sustentou o candidato presidencial apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda.

Para Manuel Alegre, a proposta de revisão constitucional do PSD representa "uma regressão democrática, porque põe em causa o equilíbrio de poderes presidenciais".

"Essa proposta desequilibra o sistema político tal como tem funcionado", apontou o ex-vice-presidente da Assembleia da República.

Ainda de acordo com Manuel Alegre, a proposta de revisão constitucional do PSD representa "uma regressão social, porque põe em causa o modelo social consagrado na Constituição da República, nomeadamente o serviço de saúde tendencialmente gratuito e a escola pública".

"É também uma regressão social porque, ao substituir a justa causa por um conceito em que cabe tudo, como o da 'razão atendível', abre a porta à liberalização dos despedimentos", acrescentou.

Em síntese, para Manuel Alegre, a proposta de revisão constitucional do PSD "não é de modernidade mas de arcaísmo, porque nos faz andar 35 anos para trás".

"É ao fim e ao cabo uma regressão civilizacional", defendeu o candidato presidencial

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MensagemColocado a: Sáb Jul 24, 2010 10:00 pm    Assunto: 'Católicos' dão passo atrás na candidatura a Belém Responder com citação

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'Católicos' dão passo atrás na candidatura a Belém

por HUGO FILIPE COELHO
Hoje



Conservadores estão convencidos de que a oportunidade passou. Só um deslize de Cavaco pode desenterrar o projecto.

As portas do Palácio de Belém estão fechadas para um candidato de direita alternativo a Cavaco Silva. Pelo menos, por enquanto. Entre os "católicos" mais inconformados reina a convicção de que a oportunidade passou e só um deslize de Cavaco ressuscitará o projecto.

A ideia de uma candidatura alternativa de direita surgiu depois de o Presidente ter promulgado a lei do casamento homossexual. Sectores da Igreja e a direita conservadora levantaram-se contra a "traição" e grupos católicos lançaram-se em busca de um candidato próprio para correr para Belém.

No final de Maio, Santana Lopes apostava que haveria uma candidatura até Julho. Mas a previsão saiu errada. A insistente recusa de Bagão Félix - tido como o preferido - e do próprio Santana e a demarcação da hierarquia da Igreja ergueram obstáculos inesperados e tiraram fôlego à iniciativa.

Isilda Pegado, rosto da luta contra o aborto e o casamento homossexual, disse ontem ao DN que "o clima continua a ser favorável a uma candidatura alternativa que respeite os valores da família e da vida". Mas o DN sabe que o projecto está em banho-maria à espera de... Cavaco Silva.

Entre os católicos e adversários de Cavaco, a expectativa é grande para saber se o Presidente se recandidata e, se for esse o caso, ouvir o que ele dirá no anúncio que possa tocar no coração dos católicos. Para os conquistar ou afastá-los de vez.

Cavaco reconheceu esta semana numa entrevista à RTP que vai ponderar e falar com a família sobre o assunto durante as férias de Verão. A decisão, porém, só será anunciada em Setembro ou Outubro, coincidindo com o centenário da República.

Até Outubro, porém, há outras provas de fidelidade que podem mexer com os católicos e abrir uma janela de oportunidade. A primeira é a lei das uniões de facto. O diploma que Cavaco vetou há um ano está de regresso a Belém, embora com alterações.

Mais polémico - uma verdadeira bomba relógio para Cavaco - será a lei que permite a alteração de sexo, uma reivindicação dos transexuais. BE e PS prometem negociar o projecto no recomeço da legislatura. Se Cavaco promulgar, arrisca-se a provocar uma reacção parecida à do casamento gay.

Contactado ontem pelo DN, Santana Lopes não quis fazer comentários. Há uma semana, disse que seria "útil haver uma candidatura no espaço liberal e mais conservador". E acrescentou: "Isso não prejudicava em nada o professor Cavaco Silva."

in DN

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MensagemColocado a: Qui Jul 29, 2010 12:37 pm    Assunto: Defensor Moura quer Presidente com mandato único Responder com citação

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Defensor Moura quer Presidente com mandato único

Hoje



De Viana do Castelo saiu o desafio para os adversários: PR não devia poder recandidatar-se e fim aos 'outdoors' de campanha.

O Presidente da República deve ter mandato único, limitado entre cinco e sete anos, para evitar posturas "maléficas" em final de mandato. O desafio foi colocado por Defensor Moura, agora formalmente candidato a Belém.

"Reprovo com veemência a flexibilidade táctica do final dos primeiros mandatos, que privilegia a reeleição do titular em desfavor do exercício cabal das competências presidências, numa postura especialmente maléfica em períodos de crise como a que vivemos", apontou ontem o deputado socialista. Aplaudido por cerca de uma centena de populares que assistiram, em Viana do Castelo, ao lançamento da candidatura, Moura prometeu que não será "espectador, nem comentador da vida social e política do País", numa crítica que mantém há várias semanas a Cavaco Silva. O actual Presidente é mesmo o principal alvo da candidatura de Moura, que o próprio justificou, de novo, com o facto de o Bloco de Esquerda estar colado a Manuel Alegre. Com isto, insistiu, o eleitorado do centro po-deria estar "inclinado" para Cavaco, por isso Moura pretende ocupar parte desse espaço.

E no dia em que arrancou a recolha das 7500 assinaturas necessárias para formalizar a candidatura, Moura ainda garantiu que na campanha eleitoral não instalará cartazes fixos para "a economia de meios que a crise impõe".

"Desde já desafio as outras candidaturas a seguir este meu propósito de despoluição visual das cidades portugueses", assinalou ainda o ex-autarca de Viana, sem esconder a satisfação de ter contado com o apoio de dezenas de militantes socialistas - apesar do apoio nacional "rosa" a Alegre -, na apresentação do manifesto "Contra a Resignação". A regionalização será outras das batalhas, mas "diferente" dos restantes candidatos.

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MensagemColocado a: Ter Ago 17, 2010 12:38 pm    Assunto: Manuel Alegre reúne tropas e prepara 'rentrée' Responder com citação

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Manuel Alegre reúne tropas e prepara 'rentrée'

por JOÃO PEDRO HENRIQUES
Hoje



Dia 11 de Setembro haverá reunião geral da candidatura alegrista. Toda a hierarquia nacional e distrital chamada a Lisboa.

Uma semana depois das rentrées do PS (4 de Setembro, em Matosinhos) e do PCP (5 de Setembro, na Festa do Avante!), Manuel Alegre promoverá uma reunião geral das suas tropas. Será em Lisboa (local ainda por escolher), no dia 11 de Setembro.

Segundo Duarte Cordeiro, director da campanha presidencial de Manuel Alegre, reunirão os mandatários da candidatura (nacionais e distritais), as equipas nacionais e distritais de coordenação da campanha, o mandatário financeiro nacional (o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais António Carlos Santos).

Ainda não está decidido se a reunião terminará aberta aos apoiantes da candidatura - ou, dito de outra forma, permanece em aberto transformá-la (ou não) na "rentrée" do candidato apoiado pel o PS e pelo Bloco de Esquerda.

A agenda do encontro para já definida tem mais a ver com questões de organização da candidatura: a recolha de assinaturas (7500, no mínimo), a organização dos voluntários, a constituição da comissão de honra, o financiamento da campanha.

Até dia 11 de Setembro não estão marcadas iniciativas públicas para Manuel Alegre. O tempo é de encontros à porta fechada. Vai-se organizando a agenda do candidato pelo menos até meados de Outubro. Por essa altura Cavaco Silva deverá anunciar se é ou não recandidato - e todos os prognósticos, a começar pelos de Manuel Alegre, vão no sentido afirmativo. Nessa altura o país também já deverá saber quem será o candidato presidencial do PCP.

A rentrée de Manuel Alegre deverá ser marcada, no essencial, por quatro temas: a aproximação da discussão parlamentar do Orçamento do Estado para 2011 (que o PS e o PSD têm estado a preparar em modo de braço de ferro), as questões da Justiça (e, em particular a profunda crise interna que o caso Freeport gerou no Ministério Público), críticas a Cavaco Silva e ainda a revisão constitucional (sendo que aqui Alegre, que tem no currículo ter votado contra todas as revisões da Lei Fundamental, deverá aproveitar para, mais uma vez, fazer uma defesa acérrima do Estado Social, agitando, com base no projecto do PSD, os fantasmas das privatizações da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde).

O tema mais delicado para Alegre será o da Justiça - dado que os dois partidos que apoiam a candidatura, PS e Bloco de Esquerda, têm visões dissonantes.

O Governo defende a manutenção em funções do procurador-geral da República (PGR), Fernando Pinto Monteiro, e Alegre tem no ministro da pasta, Alberto Martins, um dos seus principais apoiantes no PS.

Além do mais, o secretário de Estado da Justiça, João Correia, é há muito um "alegrista" convicto, tendo aliás presidido ao MIC (Movimento de Intervenção e Cidadania), o movimento criado pelos "alegristas" depois da candidatura presidencial de 2006.

O Bloco de Esquerda, pelo contrário, revelou-se crítico, considerando que o PGR , "num momento de crise e dificuldades" do MP, "lavou as mãos como Pilates".

In DN

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