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Selecção Nacional 2010 - 2012
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Maria de Portugal
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MensagemColocado a: Dom Jul 04, 2010 1:04 pm    Assunto: Selecção Nacional 2010 - 2012 Responder com citação

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Indemnização 'prende' Carlos Queiroz à Federação

por JOÃO CÉU E SILVA
Hoje



Técnico não tem cláusula de rescisão e a FPF teria de gastar cinco milhões com o seleccionador e mais dois ou três no sucessor.

Neste momento, sabe o DN, apesar da vontade de uma facção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em rescindir com Carlos Queiroz, a situação não se põe devido aos valores envolvidos numa hipotética operação, mas terça-feira a situação do técnico será discutida exaustivamente em reunião de direcção.

Em traços largos, despedir Carlos Queiroz custa perto de cinco milhões de euros, verba que a FPF não tem na actualidade. A isso acresceriam mais dois ou três milhões de euros para assegurar a contratação de um novo seleccionador. As contas são fáceis de se fazer - e já foram feitas pelos membros da direcção da FPF que desejam mudar de treinador; os vencimentos relativos aos dois anos de contrato que Carlos Queiroz tem pela frente perfazem os quatro milhões de euros. Se a isto somarmos um milhão de euros referentes a férias e a outras regalias a que seleccionador contratualizou num documento blindado quando regressou à FPF chegamos ao valor de cinco milhões de euros. E não há qualquer cláusula de rescisão. Aliás, o contrato de Carlos Queiroz, que foi amplamente discutido quando foi elaborado, é denominado de documento blindado.

Qualquer decisão passará quase em exclusivo pelo presidente da direcção da FPF, Gilberto Madaíl, que tem sido muito pressionado a demitir Carlos Queiroz. O momento também não é propício. Devido a motivos pessoais, o líder federativo ainda não se deslocou à sede da FPF desde que regressou da África do Sul, por outro lado Carlos Queiroz já esteve no seu gabinete na última sexta-feira.

Já quando Madaíl optou por contratar Queiroz a maioria da direcção da FPF estava contra, mas Madaíl seguiu a sua vontade. E o mesmo acontecerá, seguramente, desta vez.

In DN

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MensagemColocado a: Seg Jul 05, 2010 11:40 am    Assunto: Carlos Queiroz avalia continuidade de Liedson Responder com citação

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Carlos Queiroz avalia continuidade de Liedson

por BRUNO PIRES
Hoje



O rendimento do luso-brasileiro não agradou no Mundial, em contraponto com as exibições de Hugo Almeida.

Liedson pode ter os dias contados na selecção portuguesa, apurou o DN. Carlos Queiroz vai avaliar a continuidade do luso-brasileiro ao serviço da equipa nacional, muito embora queira ter precavida a substituição do futebolista em termos posicionais.

Ao que o DN sabe, o seleccionador nacional só chamará Liedson para os próximos jogos se não conseguir encontrar uma alternativa que entenda ser credível para os primeiros desafios da qualificação para o Europeu 2012, mas nos seus planos está posta de parte a presença de Liedson na fase final do Europeu, até porque nessa altura o avançado já terá 34 anos.

Mas não é só a idade que leva Carlos Queiroz a questionar a médio prazo a continuidade de Liedson na selecção. O rendimento do luso-brasileiro no Mundial desiludiu o seleccionador. Liedson foi o único futebolista naturalizado no consulado Queiroz, logo esperava um acréscimo de qualidade em relação à outra alternativa para o ataque, no caso Hugo Almeida. A verdade é que Liedson só foi titular uma vez, diante da Costa do Marfim. Fez um golo, o mesmo pecúlio averbado pelo goleador do Werder Bremen, contudo esteve muitos furos abaixo do antigo jogador do FC Porto.

Em termos de grupo, o próprio seleccionador, segundo fonte bem colocada, não terá apreciado algumas atitudes do sportinguista, que no final do último encontro de Portugal no Mundial agradeceu "a recepção" que teve na selecção por parte de Deco, outro luso-brasileiro. Com a particularidade de o antigo médio do FC Porto se ter incompatibilizado com Queiroz.

In DN


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MensagemColocado a: Sex Jul 09, 2010 10:46 am    Assunto: Jornalista do 'Sol' gravou conversa com Queiroz Responder com citação

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Jornalista do 'Sol' gravou conversa com Queiroz

por DN.pt
Hoje



Pedro Prostes da Fonseca, jornalista do Sol que escreveu a notícia sobre Carlos Queiroz, garantiu à Antena 1 que a conversa com o seleccionador nacional foi gravada e por isso diz não entender a indignação do treinador.

'Reajo com espanto, porque tivemos a conversa nos termos em que o Sol a noticiou. Só posso reagir com estranheza. Mantive uma conversa na terça-feira e foi nessa conversa que ele disse a frase que está em causa. Não percebo a reacção dele", referiu.

A entrevista ao seleccionador nacional, onde este terá dito que "tendo em conta a estrutura amadora da Federação, as coisas correram muito bem à selecção", foi feita pelo telefone. Pedro Prostes da Fonseca diz que não entende o desmentido. "Não faço ideia. Presumo que ele deixou cair uma frase inadvertidamente e está à custa do semanário Sol a tentar recuperar isso", disse, deixando em aberto a hipótese de divulgar a gravação: 'Isso é uma questão que tenho que falar com a direcção do jornal, porque eu não tenho legitimidade para o fazer. A entrevista foi gravada e estou completamente tranquilo".

Carlos Queiroz chamou ontem "vigarista, desonesto, aldrabão e execrável" ao jornalista (ver relacionado).



In DN


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MensagemColocado a: Sáb Jul 10, 2010 4:20 pm    Assunto: Estrutura amadora a mudar será departamento médico Responder com citação

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Estrutura amadora a mudar será departamento médico

por BRUNO PIRES e GONÇALO LOPES
Hoje



Carlos Queiroz quer tentar profissionalizar ao máximo o quadro de clínicos e há muito tempo que exige mudanças.

Carlos Queiroz negou que alguma vez tenha apelidado a FPF de "estrutura amadora", como escreveu ontem o semanário Sol. O jornalista que lhe fez a entrevista, contudo, diz que tem tudo gravado, embora o jornal não queira divulgar o áudio das ditas declarações. Mas é certo que o seleccionador nacional pretende alterações em algumas estruturas amadoras da federação, nomeadamente no departamento médico.

No organismo máximo do futebol português há apenas duas estruturas ditas amadoras, mais concretamente a direcção, presidida por Gilberto Madaíl, e ainda o departamento médico chefiado por Henrique Jones. A faísca entre Queiroz e este departamento surgiu na altura de uma lesão de Bosingwa ao serviço da selecção nacional, em 2009, e já nessa altura o treinador português exigiu mudanças ao presidente Gilberto Madaíl, embora este o tenha convencido a manter a estrutura, pelo menos até ao final do Mundial.

Agora, concluída a prova, tudo indica que se registem mudanças no departamento.

Segundo o DN apurou, já se registaram alguns contactos com clínicos portugueses para integrarem o departamento médico, sendo que não é de descartar a possibilidade de ingressarem também profissionais estrangeiros, até dada a experiência do técnico por países como a Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, entre outros. A ideia de Queiroz é mesmo profissionalizar ao máximo esta ainda estrutura amadora da FPF.

Na sua edição de ontem, o semanário Sol tinha como manchete "Carlos Queiroz aponta dedo a Madaíl", muito devido a uma frase atribuída ao seleccionador: "Tendo em conta a estrutura amadora da federação, as coisas correram bem à selecção." O treinador desmentiu ter feito esta declaração, apelidando do autor da peça como "execrável e aldrabão", e elogiando "o trabalho excepcional da federação", mas o jornalista reitera que é tudo verdade e que Queiroz se estará agora a tentar desculpar.

"A ideia que me fica é que ele deixou cair uma frase inadvertidamente e está a tentar de alguma maneira, à custa do semanário Sol, tentar recuperar uma coisa que ele deixou cair. A entrevista foi feita via telefone e está gravada. Se estou disponível para a divulgar? Tenho de colocar essa questão à direcção do jornal, mas com certeza que foi gravada e nesse aspecto estou completamente tranquilo, como o senhor seleccionador sabe perfeitamente aquilo que disse", salientou o jornalista Pedro Prostes da Fonseca à Antena 1.

O jornal Sol anunciou através do seu site que a conversa foi "realizada, por telemóvel , às 17.05 da passada terça-feira", mas que entende que não deve divulgar o áudio, embora reitere que as declarações de Queiroz "correspondem fielmente às afirmações prestadas ao jornalista". A FPF, também no seu site, revelou que Queiroz, que está em Joanesburgo para assistir à final do Mundial, ponderava processar o jornalista e o semanário, mas ao que o DN apurou isso não deverá acontecer.

In DN


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MensagemColocado a: Dom Jul 11, 2010 4:31 pm    Assunto: Queiroz garante que fica na selecção Responder com citação

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Queiroz garante que fica na selecção

por TIAGO SILVA PIRES
Hoje

Carlos Queiroz pretende permanecer no cargo de seleccionador nacional e afirma não dar grande importância às vozes críticas que o querem ver fora da equipa das quinas.

Esta foi uma das ideias deixadas pelo treinador português durante uma entrevista conjunta à RTP e Antena 1. "Não sou uma pessoa de consensos, mas sim uma pessoa de coerências, de princípios e de valores...", começou por dizer. "A minha vontade, o meu empenho e a minha dedicação vão ao encontro da selecção nacional...", reforçou o técnico.

Carlos Queiroz revelou, ainda, que irá falar com alguns dos internacionais portugueses que defenderam as cores da formação lusa no Mundial que hoje termina na África do Sul. Casos, por exemplo, do defesa-central Ricardo Carvalho, jogador do Chelsea, de Inglaterra, e do avançado luso-brasileiro Liedson, atleta do Sporting. "Conto com eles [Ricardo Carvalho e Liedson] para a selecção", vincou Carlos Queiroz.

Num outro campo, o seleccionador nacional deu a entender que Cristiano Ronaldo ter-se-á excedido, de certa forma, durante a participação de Portugal no Campeonato do Mundo, mas recusa alimentar polémicas, nomeadamente a questão se CR7 irá manter a braçadeira de capitão. Queiroz quer, simplesmente, colocar um ponto final na matéria. "Quem é o pai português que não perdoa a impertinência de um filho?", referiu, em jeito de interrogação. Focado na selecção e no futuro, Queiroz diz que já pensa na qualificação para a fase final do Euro 2012.

In DN

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MensagemColocado a: Seg Jul 26, 2010 10:47 am    Assunto: Federação discute esta semana despedimento de Queiroz Responder com citação

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Federação discute esta semana despedimento de Queiroz

por SÍLVIA FRECHES
Hoje



A reunião da direcção é considerada urgente e na FPF já há indicação para que se realize entre quarta e sexta-feira.

O futuro do seleccionador nacional é o único ponto da ordem de trabalhos da direcção da Federação Portuguesa de Futebol que se reúne esta semana. Segundo apurou o DN, a realização da reunião está apalavrada e deverá ser oficialmente agendada ainda hoje, de forma a ter lugar de quarta a sexta--feira.

Apesar de alguns dos nove elementos que compõem a direcção estarem de férias, Gilberto Madaíl irá contar com a presença da quase totalidade dos membros (são necessários cinco para haver quórum). A maioria, sabe o DN, vai defender o afastamento imediato de Carlos Queiroz. Uma posição que já é do conhecimento do líder federativo, consciente de que ficará isolado se tentar segurar o técnico.

Na reunião será analisado o inquérito, conduzido pelo Instituto do Desporto de Portugal (IDP), ao comportamento de Queiroz, que insultou os dois médicos da Autoridade Antidopagem de Portugal que se deslocaram ao estágio da selecção na Covilhã, e o presidente daquele organismo, Luís Horta, que não estava presente.

Horta, além de ser um funcionário de um organismo do Estado, foi indicado pela FPF, há dois anos, para fazer parte da equipa médica da UEFA. Situações que ajudam a fragilizar mais ainda a já tão desgastada posição de Queiroz na estrutura interna da FPF e da selecção nacional.

A conduta do seleccionador, que é relatada no inquérito do IDP, durante o qual foram ouvidas várias testemunhas, irá motivar a abertura de um processo disciplinar. Mas o grande objectivo de Gilberto Madaíl, tal como o DN já deu conta, é a de chegar a um acordo com o seleccionador para uma rescisão amigável, de forma a evitar uma guerra jurídica.

O treinador português, que orienta a equipa saudita do Al-Ittihad, garante que não é opção para a lista dos eventuais sucessores, mas dá conselhos: "Contratem um treinador que ponha a selecção a jogar, a tentar ganhar jogos e títulos. Com cultura de medo, não! Para isso fiquem com este", disse ontem Manuel José, que em tom de ironia recomenda a contratação do espanhol Luís Aragonés, campeão europeu com a Espanha em 2008: "Se o forem buscar calam a boca a toda a gente e fica o assunto arrumado", disse, recordando a contratação de Scolari, então campeão do Mundo, em 2002, quando em cima da mesa chegou a estar o seu nome.

In DN


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MensagemColocado a: Ter Jul 27, 2010 3:29 pm    Assunto: Médico antidoping insultado por Queiroz foi da FPF Responder com citação

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Médico antidoping insultado por Queiroz foi da FPF

por Carlos Ferro, com Duarte Ladeiras
Hoje



(ACTUALIZAÇÃO) Clínico com 15 anos de experiência a controlar dopagem também acompanhou Polícia Judiciária em busca a ciclistas da LA-MSS. Advogado do técnico recusa comentar o caso.

O médico que Carlos Queiroz terá insultado na Covilhã quando a equipa da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) se preparava para efectuar o primeiro controlo antidoping à selecção (a 16 de Maio), antes do Mundial de futebol da África do Sul, já pertenceu aos quadros da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

José Madeira Rodrigues da Silva, assim se chama o médico, esteve também envolvido na investigação da Polícia Judiciária (PJ) à equipa de ciclismo LA-MSS, tendo acompanhado os agentes quando estes efectuaram buscas na sede da equipa - na Póvoa de Varzim - e testes surpresa aos atletas. Exames estes muito contestados durante o julgamento do director desportivo da equipa, Manuel Zeferino, e do médico Marcos Maynar, que alegaram não terem sido cumpridos alguns requisitos na operação.

A contestação só em parte se repetiu no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), organismo máximo da justiça desportiva que está habituado a decidir casos de doping e que condenou João Cabreira, campeão nacional de estrada em 2008 com a camisola da LA-MSS, por ter usado uma protease para manipular o resultado do controlo feito por José Madeira da Silva no dia das rusgas da PJ àquela equipa.

Na argumentação escrita, apresentada no TAS pela mesma advogada que representou Zeferino perante o Tribunal da Póvoa de Varzim (Marina Albino) foi contestada a cadeia de conservação das amostras até estas chegarem ao laboratório antidopagem de Madrid (alegações que o tribunal não considerou provadas e que, caso tivessem acontecido, até poderiam favorecer o corredor no resultado dos exames porque as proteases na urina se iriam deteriorar) e alguns pontos do controlo feito por José Madeira da Silva.

Mas no formulário assinado pelo ciclista aquando do controlo, este “não fez reparos ou contestações quanto ao desenrolar ou à qualidade da operação”. E “durante a sua audição, o atleta indicou que estava satisfeito pela maneira como a recolha [das amostras] decorreu, que não tinha nada de anormal a apontar e que não tinha qualquer reparo particular a fazer ao oficial antidopagem”.

Perante o tribunal arbitral, José Madeira da Silva garantiu que o teste a João Cabreira se desenrolou sem ?sobressaltos nem contestações?, que a recolha de amostras foi feita ?dentro das regras?, descrição que foi aceite como a correcta pelo TAS, não a argumentação escrita da defesa de Cabreira.

15 anos de experiência

O agora elemento da ADoP tem 15 anos de experiência como agentes de controlo de doping e já fez parte dos quadro médicos da FPF, tendo trabalhado com a selecção nacional feminina na altura treinada por José Augusto.

A conduta dos elementos da equipa antidopagem foi considerada irrepreensível pelas fontes contactadas pelo DN. Segundo os dados recolhidos, nenhum elemento da equipa clínica da federação se mostrou contra a presença da equipa liderada por José Madeira da Silva, até porque a FPF tem por hábito requerer controlos antidoping durante os estágios das suas equipas. Por isso, a chegada à Covilhã no dia 16 de Maio, de manhã, dos elementos da ADoP não provocou qualquer reacção, excepto a do seleccionador Carlos Queiroz, que foi acusado pelos médicos de ter tido um comportamento incorrecto e utilizado uma linguagem insultuosa. No inquérito entretanto aberto e conduzido pelo Instituto do Desporto de Portugal já foram ouvidos diversos elementos da selecção, estando agora o documento na posse da Federação Portuguesa de Futebol.

Advogado de Queiroz calado

A direcção da federação deve discutir até ao final desta semana a situação provocada pela atitude do técnico, que pode, inclusivamente, incorrer em despedimento com justa causa. Contactado pelo DN para comentar o tema, o advogado de Queiroz, Henrique Trocado, respondeu, por intermédio de um elemento do seu escritório, que "não falava sobre assuntos processuais". Provavelmente estará a aguardar que o seleccionador termine as férias no estrangeiro.

Certo é que a maioria dos elementos da direcção da FPF quer que o presidente Gilberto Madaíl discuta uma rescisão do contrato com o treinador.

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MensagemColocado a: Qui Jul 29, 2010 11:10 am    Assunto: Queiroz diz-se injustiçado e não pretende acordo Responder com citação

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Queiroz diz-se injustiçado e não pretende acordo

por SÍLVIA FRECHES
Hoje



Treinador considera que está a ser alvo de ataque pessoal e não tenciona rescindir.

Uma rescisão amigável não está nos objectivos do seleccionador nacional. O DN sabe que Carlos Queiroz já fez passar a mensagem a Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, que não tem intenções de deixar a selecção com base num acordo mútuo, tal como o dirigente pretende.

Apoiem-me ou despeçam-me, com a agravante que isso acarreta para a federação. Sem serem suas estas palavras, o DN sabe que este é para já o lema do seleccionador, com contrato até 2012. Para Carlos Queiroz mudar de ideias será, pois, necessário Gilberto Madaíl utilizar a sua melhor retórica. Os dois ainda não se encontraram pessoalmente, uma vez que o treinador está de férias em Moçambique. Mas o objectivo do líder federativo é falar com o seleccionador antes da reunião de amanhã da direcção.

Prometer que a FPF não irá agir disciplinarmente e acenar com uma verba abaixo dos 3,5 milhões que constam na cláusula de rescisão não será o suficiente para Gilberto Madaíl convencer Carlos Queiroz a afastar-se. É que o técnico, segundo apurou o DN, considera que está a ser injustiçado e alvo de um ataque pessoal, pelo que não é sua intenção ceder numa guerra que poderá arrastar-se para os tribunais. Situação, que, no entanto, não foi confirmada pelo advogado de Queiroz, Henrique Trocado, que, quando contactado pelo DN, mandou dizer que "não falava sobre assuntos processuais".

A FPF, por seu lado, se as posições se extremarem, está disposta a levar o caso até às ultimas consequências, para provar que existem motivos para a rescisão por justa causa, tentando dessa forma evitar o pagamento do valor total da indemnização.

Com ou sem acordo, a maioria dos elementos da direcção defende o afastamento imediato do treinador. Uma posição que já foi transmitida ao presidente da FPF.

Na reunião de amanhã será analisado o relatório do Instituto de Desporto de Portugal sobre o comportamento de Queiroz aquando da visita dos dois médicos da Autoridade Antidopagem durante o estágio da Covilhã.

Entretanto, Silveira Ramos, presidente da Associação Nacional de Treinadores, em declarações à Renascença, considera não existirem motivos para despedir Queiroz. Na opinião do dirigente, mesmo "que se provem os factos", "mesmo que tenham surgido insultos" não há motivos para afastar o seleccionador por justa causa. Silveira Ramos entende mesmo que Carlos Queiroz tem todas as condições para cumprir o contrato.

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MensagemColocado a: Sáb Ago 07, 2010 2:42 pm    Assunto: Demissões na Federação se Queiroz não for afastado Responder com citação

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Demissões na Federação se Queiroz não for afastado

por SÍLVIA FRECHES
Hoje



Se Madaíl optar pela continuidade do seleccionador terá a maioria dos membros da direcção contra si e o órgão poderá cair.

A eventual permanência de Carlos Queiroz à frente da selecção nacional poderá condicionar o normal funcionamento da Federação Portuguesa de Futebol. O DN sabe que alguns membros que compõem a direcção, assim como elementos da estrutura de apoio às selecções, ponderam avançar com um pedido de demissão se Gilberto Madaíl optar pela continuidade do actual seleccionador. Numa situação extrema, que não está colocada de parte, a direcção poderá mesmo cair, o que obrigaria à realização de eleições antecipadas.

Para que tal venha a verificar-se é necessária a demissão de cinco dos nove membros que integram aquele órgão. E face ao posicionamento da maioria dos elementos relativamente ao caso Queiroz - defendem a demissão do treinador - a falta de quorum e a consequente queda da direcção apresenta-se como um a hipótese bem real.

O presidente da FPF, sabe o DN, já foi avisado para tal cenário. Uma situação que, naturalmente, causa apreensão a Gilberto Madaíl, sobretudo por duas razões: a selecção está a um mês de iniciar a fase de apuramento para o Europeu 2012 (o primeiro jogo é já no dia 3 de Setembro) e em Dezembro a FIFA decide a candidatura vencedora à organização do Mundial 2018, a que Portugal concorre juntamente com Espanha.

Uma eventual fragilização do organismo português é encarada com algum preocupação, não só por Madaíl, como também pela secretaria de Estado do Desporto, que também se tem empenhado na promoção da candidatura Ibéria.

Gilberto Madaíl, que tem no caso Carlos Queiroz o momento mais complicado dos seus 14 anos à frente da Federação (foi eleito em 1996), também já terá confidenciado, segundo soube o DN, que ele próprio sentiu vontade de se demitir. Mas se sair antes do final do mandato, em Janeiro, ficará impedido, à luz da nova legislação, de voltar a recandidatar-se, assim como dificilmente manterá o cargo que ocupa no Comité Executivo da UEFA.

Certo, para já, é que o futuro de Queiroz está muito dependente da decisão que Madaíl anunciar quando tiver em mãos a decisão do Conselho de Disciplina sobre o processo disciplinar que está a decorrer. Segundo fontes contactadas pelo DN, o presidente da FPF já percebeu que o único caminho possível é demitir o seleccionador, mesmo que a eventual sanção do CD seja apenas um multa.

Acusado de injúrias e de ter perturbado a acção dos médicos da brigada antidoping que visitaram a selecção no estágio da Covilhã, Carlos Queiroz incorre num castigo de suspensão (dois a quarto anos) que o impediria a desempenhar as suas normais funções de seleccionador. E a verificar-se tal sanção, Madaíl tem a vida algo facilitada, porque dessa forma pode alegar a impossibilidade de trabalhar com um seleccionador com actuação limitada. Neste âmbito, o passo seguinte é o procedimento laboral, que pode levar anos o conhecer o desfecho.

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MensagemColocado a: Qua Ago 11, 2010 11:12 am    Assunto: Contra-ataque de Queiroz intimida direcção da FPF Responder com citação

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Contra-ataque de Queiroz intimida direcção da FPF

por SÍLVIA FRECHES
Hoje

Fotografia © João Girão - Global Imagens



Dirigentes receiam que Madaíl e CD se deixem intimidar com a defesa do técnico.

No dia em que o "mundo" do futebol saiu à rua para defender Carlos Queiroz, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol sentiu- -se na obrigação de falar aos adeptos para garantir que nada afectará a selecção. Gilberto Madaíl, refugiando-se no processo disciplinar, sublinhou que Queiroz está legitimamente em funções e vai preparar os dois próximos compromissos da equipa, com vista ao apuramento para o Europeu 2012. Palavras (comunicado) que, segundo soube o DN, deixaram assustados alguns elementos da sua direcção, que têm defendido a demissão do seleccionador.

A verdade é que ao convocar Alex Ferguson (treinador do Manchester United), Pinto da Costa (presidente do FC Porto) e Luís Figo (possível candidato à presidência da FPF) para testemunharem a seu favor, Queiroz jogou forte no contra-ataque. De tal forma que internamente, na FPF, já se admite que Madaíl vai manter o apoio ao técnico, mesmo sabendo que poderá haver demissões.

Ao contrário previsto, o processo não será entregue à direcção da FPF até sexta-feira, porque duas das nove testemunhas de Queiroz - Vieira, presidente do Benfica, e Agostinho Oliveira, adjunto da selecção - estão ausentes do País. Em meados da próxima semana, a direcção reunir-se-á para analisar o acórdão do Conselho de Disciplina (CD). E nessa altura se verá se o contra-ataque de Queiroz deu frutos. Sendo que a última palavra caberá à Autoridade Antidopagem, que pode alterar a decisão.

Ontem, a pedido de Queiroz, a sede da Federação transformou- -se numa passerelle de figuras de do futebol. Todas foram dizer ao CD que o seleccionador é um profissional competente e prestigiado, um defensor da luta contra o doping e que o processo que lhe foi instaurado é "lamentável".

Pinto da Costa foi o mais agressivo nos comentários. Insinuando a existência de interesses políticos, o presidente do FC Porto considerou "muito ridículo" o inquérito e criticou o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, por ter dito que era um caso grave. "Quando o futebol português cai em situações destas torna-se difícil ser levado a sério a nível internacional", disse o dirigente.

Já Alex Ferguson, que veio propositadamente de Inglaterra, defendeu a continuidade de Queiroz e disse que o seleccionador esteve "sempre contra o doping".

Depois de ouvidas sete testemunhas - como o próprio presidente da ADoP, Luís Horta (chamado a depor), e o médico da selecção, Henrique Jones (defendeu a continuidade do técnico) -, Queiroz mostra-se tranquilo quanto ao desfecho do processo. De tal forma que hoje mesmo parte para a Noruega para preparar o segundo jogo de apuramento.

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MensagemColocado a: Dom Ago 22, 2010 3:24 pm    Assunto: Queiroz nas mãos dos juristas da ADoP e do CNAD Responder com citação

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Queiroz nas mãos dos juristas da ADoP e do CNAD

por DUARTE LADEIRAS
Hoje



Acórdão visando o seleccionador analisado pelo gabinete jurídico da Autoridade Antidopagem de Portugal

O processo disciplinar instaurado a Carlos Queiroz na sequência dos incidentes durante um controlo de doping à selecção está longe de terminar. Além do recurso que o seleccionador apresentará junto do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), também a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) poderá recorrer. E, em último caso, tem o poder de avocar o processo e levar a que a decisão fique nas mãos do seu gabinete jurídico e dos 14 membros do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD).

A lei de combate à dopagem é clara: a ADoP tem o poder de "rever, substituir ou revogar as decisões de arquivamento, absolvição ou condenação proferidas pelos órgãos jurisdicionais das federações desportivas, verificada a sua não conformidade com o disposto na presente lei".

Essa verificação é feita pelo gabinete jurídico do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), organismo junto do qual funciona a ADoP. É para lá que seguirá o acórdão decidido esta semana pelo Conselho de Disciplina da FPF, pois, por lei, todas as decisões sobre infracções antidopagem têm de ser depositadas na ADoP.

O gabinete jurídico analisará o acórdão do caso Queiroz (suspenso um mês por insultar membros da ADoP, mas ilibado da acusação de perturbação da acção de controlo) e poderá recorrer para o CJ da FPF. Ou, se considerar que a lei não foi cumprida, emitir um parecer no sentido de o processo ser avocado pela ADoP e de o castigo ser alterado. A proposta dos juristas terá de ir a votos no CNAD, composto por 14 membros, entre os quais o presidente da ADoP, Luís Horta, a quem cabe dar o passo final, se o parecer for aprovado: comunicar à FPF a avocação do processo e a alteração do castigo.

Além de Luís Horta, que dirigiu o Laboratório de Análises e Dopagem antes de assumir o comando da ADoP, do CNAD faz outro peso-pesado do movimento desportivo: Artur Moreira Lopes, cirurgião, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo e membro do Comité Olímpico, já experiente no trabalho realizado pelo CNAD.

A seu lado está Raul António Bandarra Pacheco, director do Departamento de Medicina Desportiva, que em Maio substituiu Joaquim Fonseca Esteves. Raul António Bandarra Pacheco foi médico da Federação de Patinagem de Portugal, de 1990 a 2008, incluindo das selecções nacionais.

Por inerência, também o IDP tem está representado neste órgão, por intermédio de Rui Alves, do departamento jurídico. Além deste jurista, o CNAD conta com Petra Chaves, anastesista no Hospital Amadora-Sintra e ex-nadadora de alta competição, nomeada pela secretária de Estado da Juventude e Desporto.

O CNAD é ainda composto pelo director executivo da ADoP (por nomear), por médicos escolhidos pelo Comité Paralímpico e pela Confederação de Desporto e por representantes da Direcção-Geral da Saúde, do Infarmed, do Instituto da Droga e Toxicodependência, da Polícia Judiciária e das regiões autónomas

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MensagemColocado a: Sex Ago 27, 2010 3:15 pm    Assunto: Simão renuncia à selecção Responder com citação

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Simão renuncia à selecção

Hoje



Em carta enviada ao presidente da FPF o extremo explicou que motivos de ordem pessoal estão na origem da sua decisão. Gilberto Madaíl já lamentou.

Simão Sabrosa, extremo do Atlético Madrid, com 30 anos, renunciou esta sexta-feira à selecção portuguesa, numa missiva endereçada ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

"Venho, pelo presente, e formalmente, comunicar junto de V.Exa. que, a partir desta data, e em virtude de motivos de ordem pessoal, não poderei estar disponível para representar oficialmente, e como jogador profissional, a Selecção Nacional de Futebol", disse Simão, numa carta publicada na página do organismo.

Gilberto Madaíl já agradeceu o contributo de Simão lamentando, em simultâneo, a decisão do atleta formado no Sporting: "Fiquei emocionado ao ler a carta que o Simão me enviou. Lamento a decisão mas tenho, naturalmente, que aceitá-la, respeitando os motivos invocados, para além de registar com agrado as suas palavras de apoio."

Simão soma 85 internacionalizações AA, com 22 golos marcados.

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MensagemColocado a: Seg Ago 30, 2010 9:18 am    Assunto: Paulo Ferreira também renuncia à selecção Responder com citação

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Paulo Ferreira também renuncia à selecção

por Lusa
Hoje



O defesa Paulo Ferreira é o terceiro jogador a renunciar à selecção portuguesa após o Mundial2010 de futebol, disse à Agência Lusa uma fonte próxima do lateral do Chelsea.

A renúncia de Paulo Ferreira, 31 anos (62 internacionalizações), segue-se às de Deco, oficializada logo após a eliminação de Portugal na África do Sul, e à de Simão Sabrosa, que foi conhecida sexta feira.

A decisão do jogador do Chelsea foi comunicada há algumas semanas ao seleccionador Carlos Queiroz, tendo este tentado demovê-lo, sem êxito, tal como já aconteceu com Simão Sabrosa, segundo a fonte contactada pela Lusa.

Perante a firmeza do jogador, foi-lhe pedido que, à semelhança de Simão, enviasse uma carta dirigida ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, a oficializar a sua renúncia, o que deverá suceder no decorrer desta semana.

Portugal inicia a fase de qualificação para o Europeu de 2012 no dia 03 de Setembro, sexta feira, frente à selecção do Chipre, em Guimarães, jogando quatro dias depois com a Noruega, em Oslo.

Domingo foi divulgada a primeira convocatória para a fase de qualificação, assinado pelo adjunto Agostinho Oliveira devido ao castigo disciplinar, de um mês de suspensão, aplicado a Carlos Queiroz.

Paulo Ferreira começou a carreira no Estoril-Praia, na segunda divisão, mas chamou a atenção de José Mourinho com duas boas épocas no Vitória de Setúbal, cidade natal do agora treinador do Real Madrid, que na altura o chamou para o FC Porto.

Sob as ordens do 'special one', o tímido Paulo Ferreira deixou de ser médio e passou a lateral direito, pois Mourinho quis explorar a sua atitude competitiva e um pulmão sem fim, de quem "nunca se cansa".

O FC Porto vencedor da Taça UEFA em 2003 e da Liga dos Campeões em 2004 contou também com o contributo de Paulo Ferreira, que acabou, naturalmente, por chegar à seleção.

Quando trocou o Dragão por Stamford Bridge, Mourinho levou Paulo Ferreira, tendo custado ao Chelsea 20 milhões de euros. Esta época, em quatro jogos oficiais, três deles para a Liga inglesa, o português foi titular em dois jogos, acabando por ser substituído, e foi suplente utilizado noutro.

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MensagemColocado a: Seg Ago 30, 2010 4:44 pm    Assunto: Queiroz suspenso seis meses pela Autoridade Antidopagem Responder com citação

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Queiroz suspenso seis meses pela Autoridade Antidopagem

por Duarte Ladeiras
Hoje



A Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) puniu Carlos Queiroz com uma suspensão de seis meses, apurou o DN, o que abre caminho ao seu despedimento do comando da selecção nacional, tendo em conta as informações que os membros da direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) foram deixando passar para comunicação social nas últimas semanas.

Carlos Queiroz foi inicialmente punido pelo Conselho de Disciplina (CD) da FPF, por insultos ao presidente da ADoP, me ilibado da acusação de perturbação de controlo de doping, aquando do estágio da selecção nacional na Covilhã.

Queiroz recorreu para o Conselho de Justiça (CJ), mas a ADoP decidiu avocar o processo, por considerar que a lei antidopagem não foi cumprida pelo CD, tal como fizera anteriormente em dois processos de dopagem, um no futebol e outro no ciclismo.

Segundo as regras internas de funcionamento da ADoP, a avocação teve de ser proposta pelo departamento jurídico e depois votada, com poder vinculativo, pelo Conselho Nacional Antidopagem (CNAD), que aprovou o parecer por unanimidade.

Também cabe ao CNAD tomar a decisão final sobre a sanção a aplicar nos processos avocados. A decisão sobre Queiroz foi tomada esta tarde: seis meses de suspensão. Menos ano e meio que mínimo previsto pela lei antidoping, mas foram tidas em conta atenuantes.

Informações que ao longo das últimas semanas transpareceram da parte da FPF indicam que, exceptuando o presidente, Gilberto Madaíl, todos os membros da direcção da federação defendem a rescisão do contrato de prestação de serviços, válido por mais dois anos, com Carlos Queiroz, caso a suspensão fosse superior à inicialmente decretada pelo CD ou se o segundo processo entretanto instaurado, o caso 'cabeça do polvo' (ver relacionados), resultasse também numa pesada sanção.

Segundo a legislação, Carlos Queiroz tem agora hipótese de recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), mas um eventual recurso não tem efeitos suspensivos sobre a sanção agora decretada pela ADoP.

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MensagemColocado a: Ter Ago 31, 2010 3:10 pm    Assunto: FPF vai despedir Queiroz só não sabe quando Responder com citação

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FPF vai despedir Queiroz só não sabe quando

por RUI MARQUES SIMÕES e SÍLVIA FRECHES
Hoje



Compromissos das selecções e recurso para o TAS obrigam Federação a esperar.

Está cada vez mais perto o adeus de Carlos Queiroz ao cargo de seleccionador nacional de futebol. Ontem, o treinador foi suspenso por seis meses, pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), por perturbar um controlo antidoping, durante o estágio da selecção na Covilhã. E a FPF (Federação Portuguesa de Futebol) já tem na mão os fundamentos para avançar para o despedimento com justa causa.

A decisão da ADoP surge quase três meses e meio depois de Carlos Queiroz ter, alegadamente, reagido com injúrias, à tentativa de dois médicos fazerem controlos antidoping no estágio de preparação de Portugal para o Mundial 2010. O técnico tinha sido suspenso por um mês, pelo Conselho de Disciplina da FPF, devido à linguagem injuriosa usada ("Porque é que o Luís Horta [director da ADoP] não vai fazer controlos para a c... da mãe dele?"). E isso já o deixara perto da saída... Agora, com o castigo da ADoP, tudo se agravou.

O DN sabe que grande parte da c*pula da federação já considerava insustentável que o técnico se mantivesse no cargo sem poder exercer funções, devido ao castigo de um mês - o adjunto Agostinho Oliveira é que assinou a convocatória e vai dirigir a selecção ante Chipre e Noruega. E a pena de seis meses abre a porta ao despedimento por justa causa, pois Queiroz deve passar meio ano sem poder prestar os serviços para os quais foi contratado.

Assim, a saída do técnico será uma questão de tempo. Os muitos compromissos dos dirigentes federativos (jogos das selecções A, sub--21 e sub-19 e recepção da comitiva da FIFA, que visita os palcos da candidatura ao Mundial 2018) impedem uma reunião (para discutir o despedimento) antes de meados de Setembro. Mas permitirá esperar para ver se o recurso de Queiroz para o Tribunal Arbitral do Desporto tem efeito suspensivo do castigo.

Antes disto, a FPF não reage. Em comunicado, ao fim da tarde de ontem, só frisou que "não foi notificada da decisão" da ADoP e não se pronunciará até conhecer os seus fundamentos. Pelo meio, criticou quem "tem vindo a insistir numa falaciosa associação" entre este processo e o desempenho da selecção nacional no Mundial 2010.

Todavia, a FPF tem três "trunfos" para dispensar o treinador (seja com mútuo acordo ou com o despedimento por justa causa). Além do castigo do Conselho de Disciplina (CD) e da punição da ADoP, há outro caso. O técnico disse que Amândio de Carvalho, vice-presidente da FPF, "pôs a cara na cabeça do polvo", que o está a tentar despedir, e o insulto está também a ser julgado pelo CD. No final, a saída é o caminho para o técnico, que já ficara debaixo de fogo após os momentos de tensão com Cristiano Ronaldo e Deco (que criticaram as suas opções) no Mundial 2010.

In DN


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